“Já estava na hora”, diz sindicato dos ambulantes sobre reabertura das praias em Salvador


Representante do sindicato, Paulo Marques questionou demora para o retorno e falou sobre dificuldades passadas pela categoria durante proibição: “estamos passando fome”

"Já estava na hora", diz sindicato dos ambulantes sobre reabertura das praias em Salvador

Foto: Divulgação/ Semop

Por: Adele Robichez

De acordo com uma decisão da prefeitura, as praias de Salvador reabriram nesta segunda-feira (3). No final de semana, a proibição segue vigente e, no Porto da Barra, não será ainda permitida a ida às segundas também. O representante do Sindicato dos Ambulantes da Bahia, Paulo Marques, falou com o Metro1 sobre o significado do retorno dos trabalhadores informais nestes espaços.

“Já estava na hora”, afirmou Marques. “Hoje, se for analisar, está tudo aberto e quem está levando o maior prejuízo é o comércio informal”, completou. Ele questionou o motivo das praias terem sido proibidas por mais tempo. “Todos os locais abertos têm aglomeração, então não vejo porque não abrir as praias”.

A possibilidade do retorno dos vendedores ambulantes nas praias significa sair de uma situação de fome, declarou Paulo. “Pais e mães de família necessitam do trabalho. Não pode mais fechar [as praias] porque vai nos prejudicar mais ainda. Estamos passando fome. Não há outra alternativa”, disse.

O representante do sindicato apontou que a cesta básica fornecida pela Prefeitura de Salvador não foi suficiente para a categoria se manter sem o trabalho. “Hoje foi constatado, com uma pesquisa do sindicato, que o ambulante tem de dois a três filhos: cinco pessoas em uma casa. Os onze itens da cesta não são suficientes e não vem bujão para fazer a comida”. “A gente nem quer a cesta básica, a gente quer a reabertura da praias”, concluiu.

O sindicato afirmou que é a favor das medidas de segurança contra o coronavírus e oferece orientação aos ambulantes. “A gente dá orientação e ajuda na questão do álcool em gel, do uso de máscara, porque a gente tem que ficar protegido também”, reforçou Marques.

Fonte: Metro1